Operação “Panos Quentes”: Presidente da Divisão pede jejum e oração para abafar crimes de pastores em Angola

O Pastor Salomon Maphosa, presidente da Divisão da África Austral e Oceano Índico da Igreja Adventista do Sétimo Dia, de que Angola faz parte, apelou aos fiéis neste País “a jejuar e orar em prol de uma resolução célere da questão, de modo a que a Igreja continue com o seu foco na missão”.

Tal apelo foi feito por intermédio de uma carta endereçada a todos os membros da Igreja em Angola, datada de 05 de Outubro de 2017 e que será lida em todas as congregações da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Angola.

Na referida missiva, Salomão relembra aos fiéis em Angola de que, Deus está no controle, “e com nossas orações , unidos como uma igreja, esta situação será amigavelmente resolvida pelo nosso Deus. Não há nada que o nosso Deus vivo não possa resolver”, lê-se.

“Minhas irmãs e irmãos, mantenhamos os nossos olhares fixos em Jesus, o Autor e Consumador de nossa fé. (Hebreus 12:2)”, aconselha o número um da Igreja Adventista do Sétimo Dia na região Austral de África, uma das 13 divisões da igreja Adventista do Sétimo Dia no Mundo, composta por 23 países, com sede em Pretória, África do Sul.

Em nome de seus colegas da Administração da Divisão, Maphosa manifestou total apoio a liderança da Igreja em Angola e termina a sua missiva, recordando aos membros que “um poucochinho de tempo, e O que há de vir virá, e não tardará( Hebreus 10:37)”.

Importa referir que, esta carta é endereçada numa altura em que se avizinha o dia mundial de Jejum e oração, ultimamente celebrado no primeiro sábado do trimestre, sendo o primeiro do último trimestre o sábado 07.10.2017.

Por outro lado, desde quarta-feira, a liderança da IASD na região desconversa e pede em nota que a imprensa noticie de modo “isento e imparcial”:

A Igreja Adventista do Sétimo Dia disse ontem, em comunicado, esperar que todas as notícias sobre o julgamento, iniciado na sexta-feira, de pastores adventistas acusados de crimes de rapto, difamação e calúnia contra Daniel Cem, ex-pastor da denominação religiosa, sejam produzidas e divulgadas com isenção e imparcialidade.

O posicionamento da Igreja Adventista do Sétimo Dia deve-se ao que considera serem parciais as notícias veiculadas por alguns órgãos de comunicação social públicos e privados sobre um processo que se encontra ainda no seu estágio inicial, podendo causar deturpação assim como danos morais aos fiéis.

No comunicado, a Igreja Adventista do Sétimo Dia lembra que é legalmente reconhecida pelo Estado, além de que os seus membros e obreiros são instruídos a amar o próximo, a pátria e a paz.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia apela à comunidade adventista para manter a calma e pede a colaboração de todos os membros da Igreja para que a Justiça faça o seu trabalho.

“Os supostos envolvidos aguardam os outros passos do julgamento e, até agora, ainda não existe nenhum condenado”, acentua o comunicado, no qual a instituição religiosa chama a atenção que a Igreja deve obediência às instâncias judiciais. Até à decisão final, os acusados nesse processo gozam da presunção de inocência, estatuto que deve ser respeitado até prova em contrário de decisão judicial transitada em julgado, lê-se ainda no comunicado da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que disse estar disponível a colaborar na fiabilidade das fontes para uma informação fidedigna.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma denominação cristã protestante, que se distingue pela observância do sábado, o sétimo dia da semana judaico-cristã (sabbath).

Fonte: http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/igreja_quer_noticias__isentas_e_imparciais

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