Tribunal Supremo reduz pena de Kalupeteka

Tribunal Supremo de Angola reduz de 30 para 23 anos a pena de prisão aplicada ao líder da seita religiosa “A Luz do Mundo”. Kalupeteka foi condenado em 2016 pelo homicídio qualificado de nove agentes da Polícia Nacional.

O Tribunal Supremo de Angola (TS) reduziu de 30 para 23 anos a pena de reclusão imposta ao líder da extinga Igreja Adventista do Sétimo Dia “A Luz do Mundo”, José Julino Kalupeteka.

A informação foi divulgada esta terça-feira (25.05) pela imprensa angolana, atribuindo a decisão à Câmara Criminal do TS, que atendeu a um recurso interposto pela defesa de Kalupeteka, segundo a agência Angop.

O líder religioso foi condenado a 5 de abril de 2016 pelo Tribunal Provincial do Huambo, que entendeu que Kalupeteka é considerado culpado pelo crime de homicídio qualificado contra nove agentes da Polícia Nacional.

O fundador da seita cumpre pena na Unidade Penitenciária do Huambo, depois de ter cumprido os primeiros cinco anos em Luanda e Benguela. Além de homicídio qualificado, Kalupeteka é acusado de desobediência às autoridades, resistência e posse ilegal de armas.

A seita foi extinta pelo Estado angolano por funcionar à margem da lei.

Entenda o caso

As mortes ocorreram no Monte Sumi, no município da Caála, onde os fiéis se encontravam acampados sob a liderança do fundador da seita. Polícias deslocaram-se à região para dar cumprimento a um mandado de captura, na sequência de outro caso de violência na província vizinha do Bié.

Os agentes tentaram persuadir o grupo a deixar o acampamento religioso.

Foram mortos o comandante da Polícia Nacional da Caála, o chefe de operações da Polícia de Intervenção Rápida no planalto central, o delegado do Serviço de Inteligência e Segurança Interna da Caála, o instrutor da Polícia de Intervenção Rápida no Huambo, um primeiro subinspetor e quatro agentes.

Além de José Julino Kalupeteka, sete outros seguidores da seita foram condenados a 24 anos de cadeia e outros dois a 16 anos cada um.

Kalupeteka negou sempre a autoria da violência. A defesa denunciou irregularidades no processo. Na altura, organizações internacionais disseram ainda que houve graves violações dos direitos humanos por parte das forças de segurança angolanas, no Monte Sumi.

Fonte: https://www.dw.com/pt-002/angola-tribunal-supremo-reduz-pena-de-kalupeteka/a-57660653

José Julino Kalupeteka

José Julino Kalupeteka ou simplesmente Kalupeteka é um angolano que é fundador de uma seita adventista cristã intitulada “Igreja do Sétimo Dia a Luz do Mundo”, criada em 2001.

José Julino Kalupeteka reunia na província do Huambo, perto da cidade de Caála, numa área montanhosa ao pé da localidade São Pedro Sumé chamada Monte Sumi, milhares de pessoas em rituais nos quais profetizava o fim do mundo. De acordo com a vaticinação de Kalupeteka, o apocalipse estava anunciado para 2015, e todas as pessoas eram convidadas a abandonarem as suas propriedades e a reagruparem-se em acampamentos para aguardar a chegada do fim do mundo. Em 2015 a polícia angolana entrou no acampamento do Monte Sumi para prender José Julino Kalupeteka. A resistência por parte dos membros da igreja “A Luz do Mundo” terminou num massacre com um número desconhecido de vítimas. Várias organizações internacionais de direitos humanos falaram de graves violações dos direitos humanos por parte das forças de segurança angolanas. Kalupeteka foi preso e condenado em abril de 2016 a 28 anos de prisão pela morte de vários polícias.

Fonte: https://www.dw.com/pt-002/jos%C3%A9-julino-kalupeteka/t-19476761

TRIBUNAL REDUZ SENTENÇA DE PRISÃO DO LÍDER DA IGREJA

Luanda – O Supremo Tribunal Federal (TS) reduziu de 30 para 23 anos a pena de prisão proferida contra José Julino Kalupeteka, líder da extinta Igreja Adventista do 7º Dia “A Luz do Mundo”, condenado em 5 de abril de 2016 no Tribunal Provincial de Huambo (centro).

 
A decisão resulta de recurso interposto pela defesa da arguida, dirigida pelo advogado David Mendes, da Associação Mãos Livres.
 
A afirmação foi confirmada pela edição online do jornal “O PAÍS” desta terça-feira, que cita a decisão do Processo nº 1.680, de 30 de janeiro de 2020, da 2ª Sessão da Câmara Criminal do Supremo Tribunal Federal.
 

José Julino Kalupeteka é acusado do crime de homicídio qualificado contra nove policiais da Polícia Nacional (PN), entre eles o ex-comandante municipal da Caála, o superintendente-chefe Evaristo Catumbela e o ex-chefe do Serviço de Informação e Segurança (SINSE) daquele distrito, José António.

A decisão, resultante da decisão final, absolveu o réu Gabriel Esperança Justino, condenado a 27 anos, em um grupo de seis fiéis da seita “A Luz do Mundo”.

A sentença de José Kalupeteka e de outros fiéis dessa seita, já extinta pelo Estado angolano por agir à margem da lei, resultou dos confrontos com agentes da Polícia Nacional, quando tentaram persuadir os fiéis a abandonarem o acampamento religioso em que se encontravam confinados. no Monte Sumi, 25 quilômetros ao sul da cidade de Caála, para retornar às suas áreas de origem.

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O condenado, que cumpre pena na Unidade Penitenciária do Huambo, depois de passar os primeiros cinco anos em Luanda e Benguela, foi também acusado de ter cometido os crimes de desobediência às autoridades, resistência e porte ilegal de arma de fogo.

José Kalupeteka, um dissidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia, onde foi um talentoso compositor e instrumentista de hinos bíblicos, criou sua própria congregação e pregou a doutrina do Retorno de Jesus Cristo e o estabelecimento do Reino Milenar, tendo proclamado o fim do mundo em 2015.

 

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