Familiares e seguidores do irmão Kalupeteka acusam autoridades de os maltratar

Familiares e seguidores do irmão Kalupeteka acusam autoridades de os maltratar

Julho 28, 2016: Coque Mukuta

Mulheres que visitam o lider religioso dizerm ser obrigadas a despirem-se.

Ouça o áudio:

Familiares do líder da seita A Luz do Mundo, José Julino Kalupeteka, disseram que estão a ser vítimas de mau-tratos por parte das autoridades prisionais.

Esas acusações ao mesmo tempo que persistem denúncias de que os seguidores de Kalupeteka continuam a ser vitimas de perseguições e maus-tratos.

José Julino Kalupeteka está a cumprir uma pena de 28 anos de prisão na sequência de confrontos no Monte Sumbe na província do Huambo, que causaram a morte de policias e civis.

Os familiares do líder da seita A Luz do Mundo dizem estar a sofrer restrições nas visitas e no acesso à alimentação, por supostas ordens da Direcção Nacional dos Serviços Penitenciários.

A VOA tentou contactar o director dos Serviços Penitenciários mas não obteve qualquer resposta.

Ana da Conceição, um dos familiares de Kalupeteca, denuncia as restrições que o líder da seita tem sofrido, principalmente no que toca às refeições que são providas pelas suas assistentes.

Conceição afirma que os visitantes são submetidos a tratamento desumano e apela à intervenção das autoridades centrais.

“Temos sido revistados e a guarda força-nos a tirar as saias”, disse.

Ângelo Kapwacha, activista residente na província do Huambo, afirma que continuam as denúncias de perseguições a fiéis de Kalupeteca por parte das autoridades angolanas.

“Já não têm feito cultos, mas mesmo assim continuam as prisões e torturas até mesmo”, denunciou.

Em Abril de 2015, confrontos entre seguidores de Kalupeteca e a polícia resultaram na morte de 9 polícias e 13 civis, segundo as autoridades.

A UNITA, a CASA-CE e activistas falaram, no entanto, em centenas de mortos.

Fonte: http://www.voaportugues.com/a/angola-kalupeteka-maus-tratos-/3438815.html




Fiéis leigos seguidores do irmão Kalupeteka obrigados a aderirem à Igreja Adventista. Ouça o áudio da Voz da América.

José Julino Kalupeteka - Líder seita A Luz do Mundo

Acusação é de um familiar do líder religioso que acrecenta haver agressões e expulsão de fiéis das suas casas.

Fiéis da seita A Luz do Mundo no Bailundo e em Chikomba, província do Huambo, denunciam que estão a ser obrigados pelas autoridades locais a integrarem a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Os fiéis “kalupetistas”, como também são chamados, consideram que a situação é insustentável, já que quando se recusam a integrar a Igreja Adventista são alegadamente detidos e mesmo agredidos.

Bernardo Sipata, fiel da seita A Luz do Mundo e sobrinho de José Julino Kalupeteca, denuncia que na Comuna de Luvemba, município do Bailundo, província do Huambo, a coação aos fieis kalupetistas está ser dirigida pela administradora adjunta de Luvemba e o chefe da fiscalização da mesma zona.

Há duas semanas fiéis de uma outra localidade no Huambo foram igualmente forçados a dizer sim à Igreja Adventista do Sétimo Dia e obrigados a fazer declarações na rádio local.

”A mesma situação ocorreu no município de Chicomba em que os crentes daquela área foram obrigados a integrar as fileiras da Igreja Adventista do Sétimo, mas afinal porquê o governo faz isto? Isto é um perigo para o povo, não pode o governo tratar assim as pessoas”, denunciou Sipata que acrescentou que as autoridades locais estão a retirar também os crentes de A Luz do Mundo das sua casas e a levá-los para outras localidades, onde as famílias têm que começar tudo de novo já que deixam suas lavras nas zonas onde nasceram.

Fonte: http://www.voaportugues.com/a/angola-kalupeteka-igreja/3403626.html




Huambo: Sentença do caso do Irmão Kalupeteka foi remarcada para dia 5

Huambo – O Tribunal Provincial do Huambo remarcou para o próximo dia 5 de Abril a sessão de leitura da sentença do julgamento do caso Kalupeteka, em que são co-arguidos o líder da extinta seita religiosa Luz do Mundo, José Julino Kalupeteka, e nove seguidores seus.

A remarcação deve-se a factores técnicos, segundo o porta-voz da sessão de julgamento, Crescenciano Sapi, que deu a conhecer o facto à imprensa, nesta terça-feira.

A fonte não entrou em mais detalhes sobre os motivos.

 Huambo: Sentença do caso do Irmão Kalupeteka foi remarcada para dia 5Os 10 cidadãos arrolados neste caso começaram a ser julgados dia 18 de Janeiro, na 1ª sessão da sala dos crimes comuns, sob presidência do juiz da causa Afonso Pinto.

São acusados de assassinar nove polícias, em Abril de 2015, no município da Caála, província do Huambo.

A leitura da sentença colocará fim ao processo querela 141/2015, em que são arroladas provas do crime ocorrido na aldeia Caluei, município de Cunhinga, província do Bié, e no Monte Sumi, município da Caála, província do Huambo.

A última sessão de julgamento aconteceu no passado dia 7, tendo sido marcada pela leitura dos 327 quesitos.

Nesta sessão, o juiz questionou, entre outros, o envolvimento dos 10 co-réus nos crimes de homicídio qualificado, sob forma frustrada, homicídios qualificado, sob forma consumada, crime de desobediência, de danos materiais, resistências e posse ilegal de arma de fogo, a que são acusados pelo Ministério Público.

Também foram feitas perguntas relacionadas às declarações proferidas pelos co-arguidos e os declarantes arrolados no mesmo processo, durante os autos de instrução preparatória, de julgamento e da inspecção judicial, aquando da produção da prova material do crime, sobretudo o ocorrido no Monte Sumi, a 49 quilómetros da cidade do Huambo, onde foram assassinados os nove polícias.

José Julino Kalupeteka, líder da extinta seita religiosa Luz do Mundo, é o principal arguido do processo, que inclui os nacionais Filipe Quintas, Hossi Lucacuty Vilinga, João Zacarias, Agostinho Cangungo, Cipriano Colembe, Gabriel Esperança, Carlos Cussucala, Amós Cangumbe e Inocência Nunda.

Alegações do Ministério Público e da Defesa

A defesa insiste que, ao fim de praticamente três semanas de julgamento, não ficou provado que o líder da seita terá desobedecido, resistido às autoridades ou orientado os seus seguidores a criarem postos de vigilância para, posteriormente, agredirem os agentes da Polícia Nacional.

Já o Ministério Público concluiu, nas alegações finais, que os actos preparatórios alegadamente verificados antes do crime, a 16 de Abril – confrontos que levaram à morte, segundo a versão oficial, de nove polícias e 13 fiéis, no Huambo -, os elementos daquela igreja prepararam machados, facas, mocas para atacar os “inimigos da seita ou mundanos”.

A polícia e investigadores chamados a declarar garantiram em tribunal que, além do ataque atribuído aos seguidores, havia um plano de defesa armado organizado pelos fiéis no acampamento em causa.

Em causa estão os confrontos entre os fiéis e a polícia, cujos agentes tentavam dar cumprimento a um mandado de captura – na sequência de outro caso de violência na província vizinha do Bié e que também está a ser julgado – de Kalupeteka e outros dirigentes e alguns dos seguidores que estavam concentrados no acampamento daquela igreja, no monte Sumi, província do Huambo.

A defesa alegou anteriormente que na zona dos confrontos estariam cerca de oito dezenas de adultos, crianças e bebés, tendo a polícia apresentado em tribunal mais de 80 armas, como mocas e machados, apreendidos no local, suspeitando por isso da veracidade destas provas.

A acusação deduzida pelo Ministério Público do Huambo contra os homens, com idades entre os 18 e os 54 anos, refere que as mortes dos agentes da polícia resultaram essencialmente de agressões com objectos contundentes, inclusive paus, punhais e catanas, às quais alguns polícias responderam com disparos.

Quanto às centenas de vítimas mortais causadas pelas forças de segurança… nada.

Recorde-se que a oposição (política e social) angolana denunciou na altura dos crimes a existência de centenas de mortos entre os populares, naquele acampamento, e pediu uma investigação internacional, acusações e pretensão negadas pelo Governo.

Uma história à moda do regime

Quem esperava que o julgamento permitiria, mesmo que de forma ténue, esclarecer os acontecimentos de Abril de 2015, viu esse desejo frustrado.

Recorde-se que, em comunicado de imprensa, a organização não-governamental britânica Human Rights Watch (HRW), sob o título “Houve um massacre no Huambo, Angola?” considerava que o julgamento “pode, finalmente, lançar luz sobre os eventos”.

Aquela organização de defesa dos direitos humanos salientava ser “evidente que a morte indiscutível de nove agentes da polícia requer justiça e que as autoridades devem certificar-se de que o tribunal é capaz de conduzir o julgamento de forma independente, imparcial e competente”.

A HRW defende ainda que as testemunhas do governo no julgamento “também devem ser transparentes quanto à conduta da polícia e dar resposta às acusações de que dezenas de pessoas desarmadas, incluindo mulheres e crianças, podem ter sido assassinadas a tiro”.

“O conflito eclodiu quando a polícia procurou levar Kalupeteka para interrogatório com base em alegações de incentivo à desobediência civil de cerca de 2.000 dos seus fiéis. Kalupeteka liderava uma facção dissidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia que acreditava que o mundo iria acabar em 2015 e havia encorajado os fiéis a abandonar as respectivas vidas e a retirar-se para um campo isolado”, recorda a HRW.

O governo negou que tenham morrido dezenas (muito menos centenas) de pessoas, como sustentam grupos de oposição e activistas nacionais e internacionais, mas recusou o pedido de acesso ao local dos acontecimentos feito também pelo Alto Comissariados da ONU para os Direitos Humanos “para a abertura de uma investigação independente”.

Após o incidente, as forças de segurança angolanas isolaram a área, “declarando-a zona militar”.

“Os activistas dizem que os soldados enterraram um elevado número de cadáveres em valas comuns e vários familiares de membros da seita declararam que ainda não foram capazes de enterrar os seus entes queridos. Somente duas semanas após o incidente foi concedido acesso ao local a um pequeno grupo de deputados e jornalistas, a quem foi feita uma visita orquestrada e vigiada de perto”, acrescenta a HRW no seu comunicado.

“O julgamento de Kalupeteka sublinha a necessidade de justiça, tanto para as famílias dos agentes assassinados como para as famílias dos membros da seita que morreram. O julgamento deverá apresentar as investigações internas do próprio governo sobre os acontecimentos que, de uma forma ou outra, deveriam ser tornadas públicas pelo governo”, defende a HRW.

A ONG britânica questiona, em conclusão, que se “afinal nada há a esconder, por que razão deverão os relatórios manter-se confidenciais? E por que não permite o governo uma investigação independente ao que aconteceu?”




Jurista condena media angolana por encenar condenação de Kalupeteka e seus seguidores

Jurista condena media angolana por encenar condenação de Kalupeteka e seus seguidores

“Um julgamento criminal só é justo quando todos os direitos dos acusados são respeitados”.

Arão Ndipa

Juristas angolanos estão divididos sobre a necessidade da reconstituição do crime do caso Kalupeteca, uma solicitação apresentada pelos advogados de defesa e indeferida pelo juiz da causa.

Para nos falar sobre o assunto aqui na Voz da América, ouvimos os juristas Victor Júnior e Monteiro Kawewe.

Para Monteiro Kawewe “um julgamento criminal só é justo quando todos os direitos dos acusados são respeitados, em todo o processo, são garantias a que todos têm direito antes do início do julgamento”.

“Desde a detenção do senhor Kalupeteca que se assiste a uma encenação, quer pelos media, quer por analistas, consideram José Kalupeteca culpado da situação (do Monte Sumi)”, acrescenta o jurista.

Por sua vez, Victor Júnior considera ser legítimo o pedido da equipa de defesa do líder da seita Adventista do Sétimo Dia — A Luz do Mundo, relativamente à reconstituição do local do crime.

Fonte: http://www.voaportugues.com/content/jurista-condena-media-angolana-por-encenar-condenacao-kalupeteca-seus-seguidores/3161861.html




Se os pastores adventistas não dizem a verdade, Ângelo Kapwatcha fala só: “O Governo de Angola tem aversão patológica aos direitos humanos”

Se os pastores adventistas não dizem a verdade, Ângelo Kapwatcha fala só: "O Governo tem aversão patológica aos direitos humanos"

O Governo angolano tem uma “aversão patológica” aos direitos humanos, disse no programa “Angola Fala Só” o activista dos direitos humanos Ângelo Kapwatcha.

O também jurista revelou que dentro de 30 dias a organização de direitos humanos Fordu (Fórum de Desenvolvimento Universitário) vai publicar um extenso relatório sobre os confrontos no Monte Sumi em Abril de 2015 entre elementos da polícia e o grupo de leigos “Adventostas do Sétimo Dia — A Luz do Mundo”, liderada por José Julino Kalupeteka.

Ouça a íntegra do programa da Vozda América — Angola Fala Só

Kalupeteka encontra-se actualmente a ser julgado no Huambo, juntamente com outras 10 pessoas, acusado de diversos crimes entre os quais homicídio.

A polícia diz que nove polícias e 13 civis foram mortos nos confrontos mas Kapwatcha afirmou que a investigação conclui que centenas de pessoas terão morrido no local.

O relatório será divulgado após o fim do julgamento de Kalupeteka e inclui entrevistas com pessoas presentes no local dos confrontos, “algumas baleadas”, e familiares.

“Todas as pessoas dadas como desaparecidas neste momento estão na mesma lista e é um número muito elevado, à volta de centenas e centenas”, assegurou Kapwatcha, adiantando ainda que que os corpos de “algumas dessas pessoas desaparecidas” foram vistos por familiares ou membros da seita”.

O activista disse que as investigações confirmaram que o Governo tinha tolerado A Luz do Mundo, existindo mesmo imagens do governador provincial com José Julino Kalupeteka e entidades do Executivo em eventos da seita.

No programa foram abordadas outras questões como a actual crise económica tendo Ângelo Kapwatcha afirmado ser “difícil encontrar um país próspero onde há corrupção e falta de transparência”.

“A crise é consequência de práticas económicas que incluem o nepotismo, o clientelismo, o esbanjamento e o consumo supérfluo”, acusou.

“O Governo não tem estratégias a médio e longo prazos para o para a economia”, acrescentou o convidado do programa, lembrando que a maior parte dos dirigentes é constituída por “poderosos empresários cujos activos são guardados fora do país”.

No que diz respeito ao sistema judicial, o activista disse “estar agarrado ao sistema politico” e que “não se consegue emancipar dele”.

Existem magistrados competentes que sabem da importância do primado da lei e da imparcialidade, diz Kapwatcha, para quem “na maior parte das vezes quando colocam em acção o manancial judicial que aprenderam para fazer andar o Estado de direito são conotados com a oposição, sofrem intimidações, sofre perseguições”.

Para o entrevistado do Angola Fala Só, o Estado angolano “tem uma versão patológica aos direitos humanos” e as autoridades acreditam que o papel do sistema judicial é “vigiar e punir”.

Fonte: http://www.voaportugues.com/content/angola-fala-so-angelo-kapwtacha-o-governo-tem-averso-patologica-aos-direitos-humanos/3157478.html




DW África: Julgamento de Kalupeteka arranca a 18 de janeiro

DW África: Julgamento de Kalupeteka arranca a 18 de janeiro

Data foi confirmada pelo advogado David Mendes, em entrevista à DW África. Defesa diz estar preocupada com a segurança dos advogados e volta a denunciar dificuldades na recolha de provas.

O julgamento do líder da Igreja Adventista do Sétimo Dia a Luz do Mundo, José Julino Kalupeteka, e de dez fiéis da seita, tem início a 18 de janeiro, no Tribunal Provincial do Huambo, em Angola. A data foi confirmada à DW África por David Mendes, um dos advogados de defesa de Kalupeteka.

Na origem do caso estão confrontos no monte Sumi, município da Caála, em Abril de 2015, que levaram à morte, segundo a versão oficial, de nove polícias e 13 fiéis. Relatos não oficiais dão conta de centenas de vítimas mortais.

O líder da seita religiosa e os seus seguidores foram indiciados de crime de homicídio qualificado consumado e homicídio qualificado frustrado, desobediência, resistência e posse ilegal de arma de fogo. Em entrevista à DW África, David Mendes diz que a defesa teme pela segurança dos advogados envolvidos no processo. O ativista da Associação Mãos Livres critica ainda os obstáculos impostos à defesa na recolha de provas.

DW África: Os advogados apelaram à reconstituição do crime no local, o monte Sumi, no Huambo, mas houve vários impedimentos. Desde então, conseguiram recolher todos os elementos necessários para a contra-argumentação?

David Mendes (DM): Não, até ao momento não fomos até ao local.Até ao momento não temos contacto com aquilo que, para nós, seriam os elementos de prova. Durante a primeira audiência, vamos insistir na necessidade de reconstrução do crime e da ida ao terreno, porque não podemos aceitar que o Ministério Público, isto é, a acusação, teve acesso ao espaço, a todos os meios disponíveis de provas e a defesa não. Isto torna a defesa desequilibrada. Se o Ministério Público tem acesso ao local do crime, a defesa também deveria ter tido. Isto não aconteceu.

DW África: Dadas estas dificuldades, como é que a defesa se tem preparado para este caso?

DM: Vamos manter a nossa posição de querer ir ao terreno, não vamos abrir mão disso. Se o tribunal não aceitar que tenhamos acesso ao local, vamos encontrar alternativas, do ponto de vista da descoberta da verdade.

DW África: Prevê-se que este seja um caso muito mediático. A defesa pensa insistir junto das autoridades para garantir a presença dos jornalistas e do corpo diplomático, tal como aconteceu no julgamento dos ativistas angolanos em Luanda?

DM: Nos termos da lei angolana, os julgamentos devem ser abertos ao público. Em Luanda, lamentavelmente, impediu-se o acesso das pessoas ao tribunal. O único observador que está lá a assistir é a Associação Mãos Livres, no caso dos 15+2, porque há advogados que estão ligados à Associação que entram como advogados e não como membros da organização por si só. No caso Kalupeteka, temos informações complementares de excesso de segurança. Houve um dia em que se tentou fazer um contraditório e o índice de segurança colocado no local foi um absurdo. Pode limitar o acesso ao julgamento.

Por outro lado, temos estado a dizer que estamos preocupados com a segurança dos próprios advogados. Têm-nos chegado informações de que há pessoas que foram instruídas para molestarem os advogados. Queremos que o Governo provincial e o Ministério Público, como representante do Estado, garantam que os advogados não serão molestados durante esta fase do julgamento.

DW África: Detido desde 16 de junho, no Huambo, como está atualmente Kalupeteka?

DM: Do ponto de vista físico, encontra-se bem. Do ponto de vista emocional, está muito indignado. Ao que sabemos, para além do crime de homicídio no monte Sumi, Kalupeteka é alvo de mais uma acusação de um homicídio frustrado no Bié, onde se diz que, num dos centros de oração, também houve confrontos entre agentes da polícia e a população. O Tribunal do Bié mandou para o Tribunal do Huambo a competência para julgar também este caso. Este último processo não tem pernas para andar, segundo as nossas observações. Estamos preocupados, de facto, com o julgamento. Deve ser sério e não meramente formal. Já discutimos isto com o Kalupeteka e outros dois indivíduos que também serão julgados, tendo em conta que os depoimentos que fizeram foram obtidos mediante coação física. Foram torturados antes de serem ouvidos. Estamos a transmitir-lhes esta disposição psicológica, para que vão a julgamento sem medo e para que possam defender-se e exigir que quem os acusa apresente provas.

Exemplo de manipulação do sistema judicial

DW África: Julgamento de Kalupeteka arranca a 18 de janeiro

David Mendes, advogado de José Julino Kalupteka, detido desde 16 de junho, acusa o juiz de pressionar o líder da seita religiosa “A luz do mundo” a trocar de advogado e fala em politização do sistema judicial angolano.

A separação de poderes consagrada na Constituição da República de Angola de 2010 tem sido insistentemente questionada por operadores de direito e cidadãos que acompanham a evolução do sistema judicial angolano.

Juristas dizem que, do ponto de vista material, tem havido uma clara interferência do titular do poder executivo, o Presidente José Eduardo dos Santos, nas decisões tomadas pelos magistrados judiciais e do Ministério Público.

Exemplo disso é o caso Kalupeteka, afirma David Mendes, um dos advogados de defesa do líder da seita religiosa “A luz do mundo”.

David Mendes não entende posição do Tribunal do Huambo

O chamado “advogado dos pobres” diz que não entende a atitude do Tribunal Provincial do Huambo e do Ministério Público que os proibiu de reconstituir os factos no Monte Sumi, onde ocorreram os confrontos entre fiéis da seita e a polícia.

“O caso Kalupeteka é mais um exemplo de manipulação do sistema judicial. Todos nós esperávamos que se fizesse a reconstituição do crime, quando se esperava isso, o juíz preferiu não fazer a reconstituição do crime dizendo que confia na polícia. Se polícia é parte como é que o juíz vai aceitar o que diz a polícia? Que aberração houve neste processo! A título de exemplo, houve três horas de fogo e a polícia vem dizer que as duas armas apreendidas não dispararam”.

José Julino Kalupteka, detido desde 16 de junho, é acusado de homicídio qualificado. Segundo as autoridades, no Sumi morreram 13 civis e 9 agentes da Polícia Nacional. Já a UNITA fala em centenas de mortes.

As Nações Unidas solicitaram um inquérito independente, entretanto recusado pelo Governo de Luanda. Segundo David Mendes, Kalupeteka encontrava-se algemado no momento dos confrontos. E, por isso, não pode ter provocado a morte a alguém.

Estado de direito posto em causa

O jurista diz ainda que o Estado de direito está a ser posto em causa, já que não se está a fundamentar na separação de poderes.

“O mesmo acontece com Kalupeteka. Quando é que uma pessoa algemada mata alguém? Há coisas que nos levam afirmar que o regime está a politizar o sistema judiciário. O político está ta omar conta do judiciário e é muito grave quando o sistema judicial começa a ser manipulado. Não há Estado de direito”. David Mendes denuncia ainda que o juíz do Tribunal Provincial do Huambo está a pressionar Kalupeteka a mudar de advogado.

Entretanto, o julgamento do líder religioso e outros fiéis da seita “A Luz do Mundo” continua sem data prevista, segundo o advogado.

“O mais grave que merece denúncia pública é que o juíz pressionou Kalupeteka para mudar de advogado, isto é muito grave. Tendo em conta o nosso posicionamento de não alinharmos em atos de faz de conta, o juíz pressionou-o a mudar de advogado e ele recusou”.

A DW África tentou contactar o juiz presidente do Tribunal Provincial do Huambo, mas sem sucesso.

Fontes:

http://www.dw.com/pt/julgamento-de-kalupeteka-arranca-a-18-de-janeiro/a-18963501

http://www.dw.com/pt/caso-kalupeteka-%C3%A9-mais-um-exemplo-de-manipula%C3%A7%C3%A3o-do-sistema-judicial/a-18823945




Defesa de Kalupeteka pede mais esclarecimentos ao tribunal

Defesa dos elementos da seita angolana “Igreja Adventista do Sétimo Diia — A Luz do Mundo”, acusados do crime de homicídio no caso que em abril terminou em confrontos mortais com a polícia, pediu a abertura de instrução do processo para “aclarar” dúvidas.

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Na quinta-feira, 1 de outubro, o Ministério Público formalizou a acusação contra dez elementos da seita “A Luz do Mundo”. O líder, José Julino Kalupeteka, foi acusado de práticas de crimes de homicídio, no caso que em 16 de abril passado terminou em confrontos mortais com a polícia no Huambo.

Ouça oáudio:

O que distingue este caso de violência é a enorme discrepância entre os relatos do sucedido pela polícia e pela seita, incluindo o número de mortos. Oficialmente, a violência custou a vida a cerca de uma dúzia de pessoas, mas há outras notícias que falam de centenas de mortos.

Um dos advogados de Kalupeteka, o ativista dos direitos humanos David Mendes, foi entrevistado pela DW África.

DW África: Qual é a estratégia para o caso Kalupeteka?

David Mendes (DM) : Primeiro vamos pedir a contraditória e vamos pedir a reconstituição do crime porque, a título de exemplo, a polícia, quando foi ao local, ordenou aos seus oficiais para que não levassem armas letais, mas sim balas de alarme e gaz lacrimogéneo e outros meios não letais. Como reconhece a própria acusação, houve polícias que foram com armas letais. Então levanta-se já uma questão sobre as razões que terão levado esses polícias a irem com armas letais. A outra questão é que se falou durante muito tempo do número de polícias mortos. E pelo que estamos a ver na acusação estamos a falar apenas de dois polícias e não seis ou nove como chegou a ser dito. Há aqui também esse elemento que deve ser esclarecido.
DW África: Os membros da seita estavam armados?

DM: O que consta da acusação é que foram apreendidas duas armas de fogo. Não consta que essas armas foram utilizadas. O que consta é que os polícias foram agredidos com bengalas e outros objetos mas não com armas de fogo.
DW África: Há mais dados fiáveis sobre o que aconteceu concretamente ou continua haver uma discrepância muito grande entre o número de vítimas dado pela polícia e aquele dado pelas populações locais e seita?

DM: Até na acusação o Ministério Público fala de certos mortos, algumas pessoas, mas não diz quantas pessoas foram mortas. Quer dizer que a própria Procuradoria omitiu os números.
DW África: Não será uma estratégia da defesa também pedir números concretos, porque afinal de contas a acusação é de homicídio?

DM: A acusação é de homicídio e precisamos de facto que se diga o número concreto. A acusação diz que na nessa altura Kalupeteka foi preso, na circunstância estava algemado. Então é impossível uma pessoa algemada matar alguém.

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DW África: A proposta de uma investigação independente externa ainda vigora ou desistiram?

DM: A nível da Associação Mãos Livres mantemos essa necessidade de uma investigação independente externa porque a acusação do Ministério Público não foi capaz de determinar o número de pessoas mortas, o número de pessoas feridas, nem foi capaz de determinar porquê foram para prender um cidadão com um efectivo superior a 30 homens.
DW África: Qual é o estado de saúde de José Julino Kalupeteka?

DM: Tirando o facto de o manterem, até agora, numa cela solitária, o seu estado de saúde não requer qualquer preocupação. Tirando esta pressão psicológica de estar isolado e não ter contactos com os demais.

DW África: Haverá alguma iniciativa para pôr também o Estado em tribunal pelo seu papel neste acidente?

DM: Queremos com a instrução contraditória saber os autores dos crimes de homicídio para, a partir daí, fazermos uma denúncia pública, de forma obrigar o Ministério Público a abrir um processo investigativo.

Fonte: http://www.dw.com/pt/defesa-de-kalupeteka-pede-mais-esclarecimentos-ao-tribunal/a-18758522




Presidente da União de Huambo ignora caso Kalupeteka e pede mais dízimos e casas para pastores

Lider da Uniao Sudoeste fala aos fiéis: “O bom é inimgo do excelente”

NOVO-LIDER

No dia 12 de Julho, o Pr. Manuel Filipe Pacheco foi eleito para um mandato de cinco anos como Presidente da Uniao Missao dos Adventistas do Setimo Dia em Angola. Manuel Filipe Pacheco foi reconduzido a uma posicao que ocupava desde 2013, quando por conveniencia de servico foi chamado para substituir o Pr. Teodoro Elias, primeiro Presidente da referida Uniao.

Recorde-se que a Uniao Sudoeste fora criada em 2010, quando da reoganizacao administrativa da Igreja em Angola, agora com duas sedes administrativas, uma em Luanda, com o Pr. Hachalinga e outra no Huambo, onde esta o Pr. Pacheco. O Atalaia, o nosso Espaco convidou o Pr. Pacheco para uma entrevista que passamo-la na integra em estilo pingue pongue. Leia bastante informacao sobre a Igreja Adventista do Setimo Dia no Sudoeste de Angola!

“O Atalaia, o nosso espaco”- Como foi esta experiencia na lideranca da Igreja ao nivel da Uniao Missao do Sudoeste dos Adventistas do Setimo Dia, nestes dois anos?

Manuel Filipe Pacheco (MFP)- A experiencia foi multifacetica. De susto, de desafios, de alegria pela participacao activa da igreja, que se envolveu de forma extraordinaria, especialmente em 2013, quando dos programas evangelisticos Luanda e Huambo para Cristo, cujo resultado foi o baptismo de 23 mil pessoas. Recordo-me ainda que neste ano se implementou os Pequenos Grupos, uma nova experiencia nova, tambem para a igreja. A vida e mesmo assim, aprender, e aprender mais.

O Atalaia- Quer explicar mais o termo susto?

MFP- Experiencia de susto atendendo que, antes de voltar para Angola, trabalhei na divisao, sendo responsavel da area de Traducoes, depois venho a Angola, para dirigir a Escola ou o seminario Adventista de Teologia.

Imagine que sai dai para onde me encontro agora, quase tudo muito rapido, por isso o susto. Logo perguntava-me, como comecar? Pronto, e como David! O que me animou foi o apoio de colegas de mais experiencia, aos quais perguntava sempre quando nao percebesse alguma coisa. Isso refiro-me a pastores do Campo, colegas administradores. Olha, tenho uma particularidade, quando digo nao, e porque quero que a pessoa em questao me convenca, deia mais detalhes sobre o caso.

“O Atalaia, o nosso espaco”- resumindo como descreve o envolvimento da Igreja?

MFP- Todos envolveram-se, particularmente no projecto evangelistico dos Pequenos Grupos. Desde directores de Departamentos, Pastores de Igreja, o meu agradecimento e extensivo aos membros. Tudo foi bom, mas tenho ditto que o bom e inimigo do excelente! Nao devemos nos acomodar, devemos continuar a progredir. Por isso, tudo foi uma experiencia de emocoes misturadas.

O Atalaia- com base na experiencia que teve, como acha que devem ser as coisas?

MFP- E o seguinte, somos uma Igreja com uma responsabilidade muito grande: a mensagem dos tres anjos de Apocalipse 14:6-12 e a base da nossa mensagem. ha duas caracteristicas de anjos: a de anjos celestes, os ministradores e outra. Em suma, anjos significa “enviados”. E um privilegio ser enviado de Deus! Por outra, o termo “voar” dimana urgencia, leva-la com urgencia a todas as nacoes. Antes que venha o juizo, temos que proclamar.

Veja tambem que existe uma relacao destes textos com o quarto mandamento que se encontra em Exodo 20:8-11, que fala que Deus criou em seis dias. Apocalipse fala em adorar aquele que fez os ceus e a terra. O quarto mandamento espelha bem quem foi o Criador. Quando alguem guarda o sabado, esta a manifestar que o mundo nao veio do acaso. Por exemplo, e como o dia da independencia, em Angola o 11 de Novembro. So existe um 11 de Novembro, nao existe dois! Assim e o sabado, so temos um unico dia!

“O Atalaia, o nosso espaco”- como deve ser apresentado o evangelho?

MFP- Devemos evitar espiritualizar as coisas, isso e perigoso!

“O Atalaia, o nosso espaco”- Pode explicar-se mais sobre isso?

MFP – Devemos ser espirituais, isso implica que devemos fazer bem as coisas, com regras, e de forma professional, pois que o meio e o tempo exigem isso. O nosso meio e tempo e exigente. Agora, espiritualizar as coisas, refiro-me ao apenas orar e esperar que as coisas acontecam, como se dissemos que as coisas vao acontecer de qualquer jeito. Entendamos que, o evangelismo e adaptavel ao meio, mas sem alterar o elemento constante o Evangelho, que nao muda!

“Atalaia, o nosso espaco”- Pode revela alguns meios que podem ser utilizados?

MFP- Atraves da radio, Pequenos Grupos, Campanhas Evangelisticas, Conferencias, Quintais de Esperanca e outros. Gostaria de reitarar que, fizemos bem ja, mas devemos crescer, pois o bom de ontem hoje e o mediocre! Nao nos esquecamos que a Igreja de Deus e a cabeca, e nao a cauda. fazer as coisas com espiritualidade e nao espiritualizar! O nosso evangelismo deve ser integrado.

“Atalaia, o nosso espaco”- O que espera dos fieis nestes proximos cinco anos?

MFP- Comunhao com Deus! Ela e a base de tudo. Sem comunhao nada avanca. Olha somos o ramo, Cristo e a videira, a qual devemos nos ligar! A Comunhao com Deus leva a accao! A Biblia diz que produziremos frutos do Espirito. Os frutos nao sao nossos, mas do Espirito. Com a comunhao, os membros serao fieis no lar, no emprego, liberais para com Deus atraves do dizimo e ofertas. Espera-se tambem que haja unidade com Deus, com o proximo; unidade organizacional, doutrinal.

“Atalaia, o nosso espaco”- Pode explicar um pouco mais com unidade doutrinal e organizacional?

MFP – Quero dizer que, quem tiver uma ideia nova deve apresentar as instancias superiores, depois de analisada, aplicamos todos em varios lugares, evitando assim que cada uma aplique algo. Isso cria confusao, e confundimos as pessoas com esse procedimento.

“Atalaia, o nosso espaco”- Planos para os proximos cinco anos?

MFP- Alguns planos sao: a questao da comunicacao; a nossa universidade, a implementacao da filosofia de Educacao Adventista, pois ela e holista, ou seja, visa a parte espiritual, mental, fisica e intelectual. Nao queremos apenas promover uma educacao intelectual. Isso queremos implementar em todas escolas.

Outro projecto e a questao da apresentacao de Deus, precisamos de apresentar bem a Deus, e isso passa pela edificacao de bons templos. Deixe dizer que ja vi alguns bons templos; tambem precisamos de construir casas pastorais, pelo menos se cada Igreja construir uma para que o pastor fique proximo do rebanho.

Importa lembrar que, Deus em certo momento disse que, como voces vivem em boas casas…Por isso, temos que apresentar bem a Deus. Nesse momento, a sede da Uniao e de 1923, a Associacao centro, coitada nem tem sede. Por sua vez, a Associacao Sul teve que transformer uma vivenda em casa.

Por isso, apelamos o apoio dos fieis, que ja tem feito muito! O importante e dar o seu melhor, contribuir com aquilo que tiver, porem o seu melhor, para que Deus tenha bons lugares. Importa dizer que Deus deu o que tinha de melhor, Jesus Cristo!

O Atalaia, o nosso espaco”- como sera gerido este projecto?

MFP- Temos um plano, a gestao do projecto de construcao sera feito por pessoas neutras, com a composicao de profissionais de diversas areas, desde arquitecto, jurista e outros. Queremos mais transparencia, a administracao so aparecera para aconselhar em algumas coisas, mas senao sao mesmo os fieis a gerir.

Nao nos esquecamos que , se Deus quiser vem ali a Associacao Litoral, ou em Benguela ou no Lobito, ninguem sabe ainda onde. Por isso, apelamos a participacao de todos. E veremos que Deus sera bem representado. Isso nos levara a Uniao Conferencia. Veja que apenas Angola e Mocambique e que nao sao Uniao Conferencias, ja sao Botswana, Malawi, Madagascar, para nao falar dos outros

“Atalaia, o nosso espaco”- Quais sao as vantagens de uma Uniao Conferencia?

MFP- Vou dizer algumas: eleicao dos administradores a nivel local, por exemplo, fomos eleitos longe, com apenas um punhado de pessoas. quando se fossemos conferenfias, a eleicao seria aqui. E muitos teriam participar. Outra e a autonomia financeira. Creio que com a ajuda de Deus chegaremos la. Temos potencialidade, imagine que paises como Malawi e Botswana, sem muitos recursos ja sao, quanto mais nos organizados! Para esclarecer, neste momento somos como uma filial de Igreja, dependemos quase em tudo!

“Atalaia, o nosso espaco”- em suma, o que espera a Igreja?

MFP – Evangelismo e mordomia. So para terminar, que os adolescents sejam baptizados. As vezes ouco que sao os pais que nao os querem ver baptizados, dizendo que ainda sao miudos. Entretanto, eles conseguem entender bem as novelas! Se as entendem, creio que tambem sabem distinguir o bem e o mal. Obrigado pela disponibilidade e Deus vos abencoe!

Fonte: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=782537798532120&id=418250924960811




Genocídio ASD: Oposição condena massacre de grupo adventista não-alinhado com o Governo angolano

Em entrevista aos estúdios da Voz da América em Washington DC, EUA, Alcides Sakala, vice-presidente para as relações exteriores e porta-voz da Unita, falou da situação de intolerância religiosa, perseguição e massacre do grupo adventista liderado pelo leigo José Kalupeteka, em que centenas de pessoas morreram de forma misteriosa, considerando-o o ponto mais alto das violações dos direitos humanos em Angola.

Por não aceitarem participar do acordo assinado pelo presidente mundial pastor Ted Wilson e a liderança angolana da IASD com o governo local, Kalupeteka e os milhares de irmãos que iniciaram com ele uma nova “Igreja Adventista do Sétimo Dia A Luz do Mundo”, foram apontados pela igreja-mãe (IASD) como irregulares e dignos da punição estatal. A seita foi então exterminada por soldados e policiais das forças de segurança angolanas.




Genocídio ASD em Angola: Adventistas seguidores de Kalupeteka continuam a desaparecer, acusa Isaías Samakuva

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Lider da UNITA esteve em Washington após ser eleito vice-presidente da Internacional Democrática do Centro (IDC)

Armando Chicoca
13.07.2015 17:50

Seguidores da seita “Adventista do Sétimo Dia – A Luz do Mundo”, liderada pelo pregador leigo, Julino Kalupeteka, continuam a ser perseguidos e a desaparecer, acusou o líder da UNITA, Isaías Samakuva.

Seguidores de Kalupetelka continuam a desaparecer, diz Isaías Samakuva – Ouça o áudio: 2:01

Samakuva falava em Washington, após ser eleito vice presidente da Internacional Democrática do Centro no México, onde foi realizada sua conferência anual do IDC.

Interrogado sobre se havia mais pormenores sobre o que se tinha passado no Monte Sumi nos confrontos entre a polícia e os adventistas seguidores de Kalupeteka, o líder da UNITA disse que as perseguições continuam de “uma forma parecendo silenciosa, mas bastante agressiva”.

“Temos informações sobre pessoas que continuam a desaparecer,” disse o líder da UNITA, que acrescentou que pessoas identificadas como tendo escapado do Monte Sumi “desaparecem silenciosamente no meio da noite”.

“Os familiares vão às cadeias e não os encontram”, denunciou.

Samakuva disse também que a perseguição se estende à Huíla e Benguela, e o Huambo “está cheio de agentes idos mesmo de Luanda” envolvidos na “perseguição e intimidação dos cidadãos”.

As autoridades angolanas têm negado acusações de que centenas de fiéis da seita foram mortos nos confrontos, mas impediram uma investigação na zona dos confrontos que foi agora declarada zona militar.

Fonte: http://www.voaportugues.com/content/seguidores-de-kalupeteka-continuam-a-desaparecer-acusa-isaias-samakuva/2859842.html