Genocídio ASD: Irmão de Kalupeteka pode ter morrido no massacre do Monte Sumi

Mães receiam pela morte dos filhos na “operação Kalupeteca”

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Milton Manaça

Mães receiam pela morte dos filhos na ‘operação Kalupeteca’
Depois que a Polícia anunciou a morte de 13 seguidores de José Julino Kalupeteca, no município de Cacuaco, que rumaram há mais de uma semana ao Huambo, familiares temem que os seus entesqueridos estejam entre as vítimas

Neste momento há a confirmação da morte de um cidadão que em vida respondia pelo nome de Venâncio José, irmão do responsável da seita ‘Luz do Mundo’ no bairro Garcia em Cacuaco, segundo contou Emiliano José, irmão do malogrado.

De acordo com a fonte, Venâncio José que integrava a comitiva dos seguidores de Kalupeteca que se deslocou ao Huambo, o seu irmão perdeu a vida quando tentava escapar do tumulto entre os agentes da Polícia Nacional e os membros da seita ‘Luz do Mundo’ na passada Quinta-feira, 17, na Serra Sumé no município da Caála, província do Huambo.

“Estamos muito preocupados porque para além do corpo que a família não sabe onde se encontra, não temos informações do paradeiro do outro irmão, Valentim José, que saíram daqui no mesmo dia. Nos preparamos para ir procurá-los mas disseramnos que a polícia cercou todo bairro e não estão a permitir que ninguém entre”.

Emiliano José acrescentou que a sua família está a envidar esforços no sentido de localizar os restos mortais do falecido junto de alguns fiéis da seita que integraram a comitiva do bairro Garcia, mas infelizmente os números encontram-se desligados, incluindo o contacto da pessoa que passou a informação, cuja identidade disse desconhecer.

O sentimento de incerteza reina igualmente no seio dos familiares de Feliciano Sandambongo e de José Sawanga de 14 e 18 anos de idade, respectivamente. Segundo a mãe, Feliciana Wandi, de 53 anos, desde Quarta-feira, 15, que não têm nenhuma comunicação com os seus rebentos, tendo acrescentado que depois que recebeu a confirmação do motim ocorrido na Caála tem tido pressentimentos estranhos.

“No dia que saíram daqui ainda ligaram às 18 horas a dizer que já chegaram no Huambo, mas no dia seguinte tentamos ligar e os telefones já não chamavam. Até hoje não temos nenhuma informação, apenas ouvimos das famílias que temos lá que o caminho está ameaçado”, lamentou.

A medida que a equipa de reportagem de O PAÍS conversava com moradores de Cacuaco, várias reclamações surgiam de mães, irmãos, tios e avós que há mais de uma semana desconhecem o paradeiro dos familiares. O estranho, segundo os moradores, é que pelos meios de comunicação social apenas estão a circular informações dando conta da morte de agentes da Polícia Nacional, “mas nós sabemos que há muitas pessoas desaparecidas e sem comunicação com as famílias”, disse uma fonte que não quis se identificar.

Por esta razão, Luzia Ananias, de 39 anos, mãe de Ananias Chitato, de 17, igualmente convertido à seita ‘Luz do Mundo’, pensa que deve haver intervenção do Estado para que o seu filho e outras crianças desaparecidas regressem a Luanda

“Eu não tenho formas de ir buscar o meu filho e nem sei aonde ele se encontra, por isso, o governo tem que ajudar porque nós não demos dinheiro algum para as crianças saírem daqui, são os dirigentes da igreja que levaram eles sem o nosso conhecimento”, acusou Luzia, tendo considerado a acção da Seita ‘Kalupeteka’ como um rapto.

Segundo estimativas dos responsáveis da Igreja Adventista do 7º Dia do bairro Garcia no Cacuaco, terão seguido ao encontro de José Julino Kalupeteka ao Huambo mais de 16 fiéis, até ao momento desaparecidos.

Fonte: http://opais.co.ao/maes-receiam-pela-morte-dos-filhos-na-operacao-kalupeteca/

Comentário de Avelino Maneco Feliciano Abril 30, 2015

Deus todo poderoso, nosso senhor, não deixava céu povo em relento. Todos aqueles que tentaram fugir da escola, alegando fim do mundo, estão perdidos para sempre, principalmente os fiéis desta seita, inocentemente, os oficias da polícia nacional deixaram também um vazio para nós, cidadãos angolanos.

Deus não permite justiça em mão própria. Este homen José julino kalupeteca deve pagar por tudo quando for preso. Em vez de ser líder, é um terrorista. Não queremos mais guerra em Angola. Queremos paz. Democracia. Tranqüilidade. E sinto na pele uma tremenda dor da morte de Venâncio José, irmão de Valentim José. Eu, Avelino Maneco Feliciano, pedi tanto a estes meus amigos que não aceitassem essa seita, porque iria levá-los à perdição. Eles diziam que nós aceitamos Cristo e daí vem a morte mesmo.

Considero-me como um ateísta filósofo. Desde que eu nasci, nunca vi um homem como Kalupeteca. Ele é um profeta do século XXI. Para mim, isso era loucura, acabando numa força, levando vida de pessoas inocentes. Eu peço a todos que estão de volta para suas terras de origem, voltem para escolas em sua igreja de origem que é igreja adeventista do 7º dia remanescente. É tudo quando tenho para comentar sobre esse episódio triste. [Editado]

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